Pesquisadores brasileiros criam sensor que faz diagnósticos rápidos de câncer e Hepatite C

Posted on 29 de novembro de 2015 by admin in Notícias

Unesp

nanotecnologia aplicada à medicina permite o desenvolvimento de novos equipamentos mais eficientes e rápidos para o diagnóstico e monitoramento de doenças. Um trabalho feito por pesquisadores doCentro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais(CDMF) criou um biossensor para diagnosticar ocâncer de ovário e a hepatite C.

A pesquisa está em fase de testes e foi aplicada emimunodiagnósticos que detectaram o antígeno do câncer de ovário e os anticorpos específicos da hepatite C. O estudo é coordenado pelos pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, Maria Aparecida Zaghete, João Paulo de Campos da Costa e as doutorandas Gisane Gasparotto e Glenda Biasotto, do Instituto de Química (IQ), tendo a colaboração do professor Paulo Inácio da Costa, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas também da UNESP Araraquara.

João Paulo explica que o biossensor é descartável e o seu método de medida eletroquímica faz com que o diagnóstico tenha um custo reduzido quando comparado com os métodos já utilizados atualmente. “Este desenvolvimento permite a redução dos custos de produção em escala comercial, com excelente reprodutibilidade, precisão e exatidão. O diagnóstico é simples e eficaz na detecção e quantificação eletroquímica, podendo oferecer rapidez na resposta de análise e na simplificação dos equipamentos atualmente utilizados em diagnósticos clínicos”, disse o pesquisador.

 

Diagnóstico de outras doenças

O sensor é um sistema que pode ser aplicado em laboratórios clínicos, veterinários e fitopatológicos. O equipamento é de fácil manuseio, semelhante aos glicosímetros, usados em testes rápidos de glicose. Os pesquisadores explicam ainda que o biossensor permite outras aplicações além do diagnóstico de câncer de ovário e hepatite C, com potencial para outras doenças infecciosas, parasitárias, autoimunes, inflamatórias e neurológicas.

“O sensor funciona como um meio para a detecção de variações eletroquímicas em sua superfície. Assim, qualquer substância que possa ser ligada à superfície do eletrodo de trabalho e que na presença de um ligante promova alguma mudança no meio com interferência na corrente elétrica, pode ser avaliada por esse sistema”, explicou João Paulo.

Fonte: LabNetWork e Unesp

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